segunda-feira, 9 de maio de 2011

PROFISSAO DOCENTE - SEMANA 03

SEMANA 03
VIDEO AULA: A RELAÇÃO ENTRE PROFESSOR E ALUNO

PROFº: Gabriel Perissé

Alfonso Lopes Quintás
“Descobrir a grandeza da vida”.

A relação professor-aluno pode ser construtiva ou destrutiva. Lopes Quintás fala sobre experiências reversíveis: “Nas experiências reversíveis ou bidirecionais, duas realidades se unem. Continuam sendo diferentes, mas não estão uma fora da outra”.
Não há relação humana autentica se não for bidirecional.

LÓPES QUINTÁS:
“O encontro não se faz por mera aproximação física. Na definição de López Quintás, o encontro se realiza quando entramos em jogo com uma realidade que tem algum tipo de iniciativa, promovendo-se um enriquecimento mútuo”.

Ainda de acordo com o mesmo autor, um objeto no nível um pode ser usado, descartado, manipulado.
No nível 2, quando é possível realizar um encontro, em lugar do objeto encontramos um âmbito (no exemplo da vídeo-aula é um piano).
“Um atua sobre o outro”.
O professor tem de ser um ser ambital.

Transformamos uma sala vazia numa sala de aula quando, mediante o encontro, criamos um âmbito, um espaço em que as liberdades não entram em choque, mas se tornam ocasião para o dialogo e outras experiências criativas.

Conhecimento -  Como se renascesse ao conhecer algo.


VIDEO AULA: MODELOS DE ENSINO

Professora: Silvia Colelo

            A preocupação de maior parte dos professores é com a prática pedagógica, mas há um perigo nisso, é deixar de pensá-la num âmbito maior.
            Chamamos a atenção para a prática se esgota em si mesmo. Muitos problemas podem ocorrer:
► Os fins justificam os meios;
► Insegurança do professor;
► Desequilíbrio do projeto educativo;
► Trajetória incerta dos alunos e resultados inexplicáveis;
► Dificuldade para planejar e avaliar;
► Falta de diretrizes e de critérios para organizar o fazer pedagógico.

            A prática pedagógica jamais é neutra, mas sempre subsidiada.
            “A educação, qualquer que seja ela, é sempre uma teoria do conhecimento posta em prática.” (Paulo Freire)

            Existem duas grandes formas de compreender o mundo:
            ► Fixismo – o mundo gira, mas tudo é sempre igual.
            ► Transformismo – o mundo está sempre mudando.
            Correspondendo ao fixismo, temos o essencialismo (existe uma base comum entre todo ser humano e não há como mudar essa essência).
            Correspondendo ao transformismo, temos o relacionismo (uma corrente de pessoas que acredita o ser humano constituído a partir de uma rede de relações).
            Correspondendo ainda ao fixismo (mundo) e essencialismo (ser humano), temos o inatismo (ser humano ao nascer já está pronto) e o empirismo (ser humano não é nada, é um papel em branco que deve receber tudo de fora, para se constituir).

            O relacionismo dá origem à teoria da educação como o construtivismo ou socioconstrutivismo (educação), que acreditam no ser humano aprendendo a partir das relações.

            Empirismo (como se abrisse a cabeça e jogasse todas as informações).
            Representantes: Locke, Hume, Pavlov, Skinner, Mager.
            O homem é uma tábula rasa, ser passivo, governado pelo ambiente e modulado por estímulos externos.
            A educação se caracteriza pelo arranjo de condições para o conhecimento; a escola é a agencia sistematizadora de uma cultura pré-estabelecida.
            O conhecimento é um “pacote pronto” definido a priori.
            O professor é o representante do saber e transmissor do conhecimento.
            A prática pedagógica é representada por um ensino fragmentado sob a forma de dar e tomar conteúdo independente da realidade do aluno, pretensão de controle do processo e homogeneidade no desempenho,

           
Inatismo (homem pré-programado)
Representantes: Sócrates, Rousseau, Rogers, Neil.
O homem é a semente que traz em si o potencial do ser.
A educação caracteriza-se pela revelação paralela ao desenvolvimento, respeitando a natureza do individuo.
O Conhecimento é vinculado ao dom.
O professor é o facilitador da aprendizagem.
A prática pedagógica é a não diretiva, centrada na autodireção do aluno e no contrato feito entre professor e aluno.

Construtivismo
Representantes: Piaget, Wallon, Vygotsky, Emilia Ferrero.
O homem é um ser inteligente, ativo no processo de aprendizagem.
A educação caracteriza-se pelo conjunto de intervenções significativas que possam incidir sobre o processo de desenvolvimento e aprendizagem pelo enfrentamento de situações-problema e pela interação com o sujeito cognoscente.
O conhecimento é a construção progressiva, processada pela elaboração mental a partir de experiências sociais com o objeto do conhecimento, mediadas pela interação entre as pessoas.
O professor busca a sintonia entre os processos de ensino e aprendizagem, organiza o ensino em função do sujeito aprendiz, atua como problematizador e desestabilizador em situações de conflitos, vale-se dos erros como oportunidades pedagógicas.
            A prática pedagógica caracteriza-se pela ampliação das possibilidades de mediação e conhecimento, respeitando o tempo de aprendizagem, a diversidade de conhecimentos e a heterogeneidade cultural, aproximação entre escola e vida por meio de projetos, resolução de problemas e praticas de pesquisa.



COLEÇÃO CIENCIAS NO ENSINO FUNDAMENTAL: O ENSINO FISICO
VOLUME: O PROBLEMA DE PRESSAO

Vídeo que mostra a metodologia pautada em quatro etapas:
► 1 etapa: Apresentação do problema pelo professor;
► 2 etapa: Manusear o material: experimentação. Levantamento de hipóteses
► 3 etapa: Tomando consciência: Como e por que?
► 4 etapa: Criando um texto: Escrevendo e desenhando

O professor é uma parte, ajuda as crianças a falar o que pensam, oferece suporte.





PROFISSAO DOCENTE - SEMANA 02

SEMANA 02
VIDEO AULA: PAPEL DO PROFESSOR NA MEDIAÇÃO CULTURAL

Profª Rosa Iavelberg

            O professor pode aproximar o educando das atividades culturais:
            ► Desmistificar a arte como objeto acessível a poucos;
            ► Desconstruir a arte como conhecimento distante do cotidiano;
            ► Promover a consciência sobre o valor da arte na sociedade e na vida dos indivíduos.

            Aprender fazendo arte, vivenciando, estudando a produção sócio-histórica dos artistas brasileiros.
            “A arte promove a auto-estima do aprendiz porque possibilita a expressão de cada um, construída como base em saber fazer, saber interpretar e valorizar arte de modo autoral em um contexto de aprendizagem compartilhada”
► Saber fazer artístico
►Saber interpretar

Outra consideração é que a arte traz temas transversais como temática.
Os temas transversais, questões sociais da atualidade, associam-se às temáticas (meio ambiente, saúde, trabalho, consumo, ética, pluralidade cultura, orientação sexual ) e outros temas importantes aos contextos educacionais.
            Os temas transversais são ensinados com as obras associadas a conteúdos plástico-formais.
            (A arte é uma forma potente de participação social.)
            A formação cultural mediada pelo professor promove a integração social, fala de perto ao estudante, anima-o a freqüentar a escola porque pode manifestar-se e compartilhar suas experiências com pares e apresentá-las à comunidade escolar ou compartilhá-las em redes sociais
            A arte favorece o gosto por frequentar a escola, transcendendo os limites da sala de aula. O registro pode ser feito por portfólios ou blogs de arte.
            Existe uma marca da subjetividade, singularidade pela criação dos objetos artísticos.

► Cabe ao professor selecionar arte de qualidade para o aluno conhecer, para sua identidade, reconhecer-se nessas referencias e na força dessas criações.
► Selecionar conteúdos para o aluno perceber a importância da autoria, do protagonismo nas formas, idéias, ações e escolhas em arte.
► Trabalhar a arte com sentido na vida das pessoas e na sociedade.

O professor precisa conhecer como se passa o desenvolvimento artístico e o desenvolvimento da compreensão estética. Como os alunos interpretam a arte ao longo da escolaridade?


VIDEO AULA: O PROFESSOR E A DIVERSIDADE CULTURAL

PROFª: Rosa Iavelberg

            Diversidade cultural – ensiná-la é respeitar o direito dos povos de manifestar, documentar e preservar sua cultura.
            Ensinar sobre as diversidades das culturas é uma forma de promover o respeito entre os povos. As culturas são diversas e estão em mudança permanente.
            É o reconhecimento da arte desses povos e o respeito. Os meios de expressão e comunicação presentes nas diversas culturas refletem os diferentes contextos históricos e sociais.
            A aprendizagem sobre a diversidade cultural se dá se o professor promove:
► A criação e a fruição artísticas para o aluno aprender sobre a diversidade expressa na arte de diferentes tempos e lugares.
Estudar sobre a arte é entrar em contato com o conhecimento desses povos.

            Alguns pontos levantados por Chalmers:
            (F. Graeme Chalmers – Diversidade cultural e educación artística, 2003, Barcelona, Paidós)
► O estudo de autores sobre educação multicultural aponta para arte:
► Ensino nas escolas de diferentes conteúdos não pertencentes a cultura dominante.
► Ênfase nas relações humanas como cooperação e respeito mutuo.
► Ênfase nas relações individuo-grupo em diferentes culturas
► Ênfase na promoção do pluralismo, na diversidade cultural e na equidade social.

            Cabe ao professor considerar as influencias culturais na arte de cada povo e sua especificidade política, social, religiosa, histórica, econômica, ambiental.
            Em educação, os recortes dos conteúdos e temas no planejamento da historia da arte tem papel fundamental na educação orientada ao ensino da diversidade cultural na escola.
            Estudar o sistema simbólico de cada lugar expresso nas lendas, mitos, festas, contos de tradição, música, arquitetura, costumes.
            Valorizar a integração da produção de cultura local, estabelecendo relações com a história da arte mais ampla.
            O estudo das culturas locais recupera o gosto por freqüentar a escola, porque dizem respeito à identidade dos estudantes, sua historia, memória e universo de experiência.
            Sua inserção nos desenhos curriculares deve ser estruturada como os demais conteúdos da arte.



DISCIPLINA PROFISSAO DOCENTE: SEMANA 01

VIDEO AULA 1: O PAPEL DO PROFESSOR -  INSTRUIR OU EDUCAR?

Qual o papel do professor?
Ensinar, mas sobre os alunos pairam maiores responsabilidades, tais como: profissionalização, inserção social, criticidade, consciência, competência, responsabilidade, autonomia, ética, alem de uma serie de ameaças como DSTs, a intolerância, violência, drogas, alcoolismo, gravidez precoce, marginalidade, corrupção.
            São os apelos e perigos do nosso mundo que exige do professor  muito mais do que “passar conhecimentos”.
            O papel do professor está entre “instruir” (ensinar e aprender)  “educar” (formação humana).
            Tão importante quanto ensinar fatos e conceitos esta o ensino de normas, procedimentos, atitudes, valores = formação humana de acordo com Cesar Coll:
            A pergunta que se segue é como fazer para conciliar os dois lados, as duas facetas do ser professor?
            Não podemos ter uma visão dicotômica instruir ou educar?
            Determinado educador se questionou: Será que a educação deve se submeter ao ensino ou este deve se submeter à educação? (Gusdorf – Professores para que?)
            Quando a educação se submete ao ensino: Professor ensina varios saberes subtendendo que obteremos um aluno plenamente educado.
            Quando o ensino se submete a educação. Aqui, temos em primeiro plano um projeto educativo em que todos os saberes se justificam.
            “A pedagogia real situa-se para alem dos limites e das intenções de qualquer disciplina.” (Gusdorf)
            Ensinar para que o sujeito se torne critico, consciente, para atuar na sociedade, compreender os processos humanos, que perpassam a sociedade, não minimalista.
            Gusdorf era individualizante. Nos dias atuais, a perspectiva é socializante.

SINTESE: O papel do professor é enfrentar a educação por meio de dois pólos:
► Pedagógico – que é o instruir, ensinar
► Educacional – que é um projeto de formação humana.
Esses pólos estão a serviço do desenvolvimento, da aprendizagem, personalização (identidade), socialização, humanização, libertação.




VIDEO AULA 02 – PROFISSAO DOCENTE
A AÇÃO EDUCATIVA AO LONGO DA TRAJETORIA ESCOLAR

            O significado da ação educativa ao longo da trajetória.
            As escolas têm uma preocupação “para além” do ensino, algumas não.
            Ações tipicamente educativas na escola são a realização de projetos centrados em temas como: Orientação sexual, drogas, adaptação, orientação de estudo e, por fim, recuperação.
            Projetos vão sendo inseridos, mas paralelamente, vão acontecendo aleatoriamente. Então, qual é o sentido desse tipo de intervenção?
            A ação educativa e a trajetória escolar devem estar em sintonia.
           
Trajetória escolar
            Ao longo da trajetória de vida, o que a escola representa para o aluno?

            Ação educativa
            Qual o papel do professor nas sucessivas etapas da escolaridade?

            Na educação infantil, a escola é uma grande novidade, vem se configurando como um novo mundo e o educando esta em processo de adaptação. Contato com novos saberes, linguagens e relações. O papel do professor é o da Institucionalização, que seria o investimento na esfera afetiva, funcional, cognitiva, lingüística e de ajustamento pessoal (como a escola funciona?)
            A partir do 1º ano, a escola aparece como espaço de aprender, de responsabilidades. A criança percebe que a escola cobra, que aprender tem seu preço, como conciliar esse fator com a alegria de aprender?
            O que está em jogo agora é o autoconceito, motivação para aprender, adaptação ao ritmo da escola, novos critérios de convivência social.
            O papel do professor voltado para a institucionalização é o de apoio funcional, fortalecimento de vinculo com o saber, estimulação dos valores que regem a convivência social.

            QUAL É O PAPEL DO PROFESSOR: INSTITUCIONALIZAÇÃO: O QUE É A ESCOLA, FORTALECER O VINCULO COM O SABER, AJUDAR O OUTRO (COOPERAÇÃO E SOLIDARIEDADE)

            A partir do 3º e 4º ano passa a ter uma visão mais crítica, mais plural. A escola deixa de ser algo global. O que está em jogo é o autoconceito acadêmico (eu gosto da matéria que vou bem) aprender a aprender, organização, autonomia, disponibilidade para lidar com dificuldades.

PAPEL DO PROFESSOR: ESCOLARIZAÇÃO

            Fortalecimento da relação aluno-escola pelas dimensões afetivas, metodológica, funcional, cognitiva e social.
            Do 5º ao 9º ano, a escola que era o centro, a referencia, passa a dividir espaço com outras atividades, com outros mundos.
            No ensino médio, o mundo extra-escolar se aprofunda, o jovem reconhece a importância da escola, mas ao mesmo tempo tem que lidar com a disponibilidade pra investir na aprendizagem.

            O que está em jogo: crises, conflitos projetos de vida, cobranças de desempenho, opção profissional, autonomia, redefinição da identidade e de valores.

            Papel do professor: Escolarização e preparação para a vida social.  Apoio, orientação, sensibilização, conscientização sobre aspectos da vida e responsabilidade social.

            Ensinar o aluno a ser estudante, prepará-los para a vida social. Compreender a realidade dos alunos: opção profissional, sexualidade, dificuldade em lidar com os apelos do mundo e da adolescência.

            O papel principal da escola é acolhe-lo e devolve-lo à sociedade para exercer seu papel como cidadão de maneira responsável.

AÇÃO EDUCATIVA AO LONGO DA TRAJETORIA ESCOLAR
Preparação para a vida social
► Da educação infantil aos primeiros anos do ensino fundamental: Identificação com o espaço
► Até o 5º ou 6º ano – Formação e organização
► Ensino médio – Preparação para a vida social / compromisso social.















SEMANA 1

TV UNIVESP
PROFISSAO DOCENTE – Educação e sociedade

Vídeo postulando entrevista de professores, relatando as dificuldades dos profissionais da educação em se adaptar às mudanças de paradigmas, principalmente as voltadas para mudanças tecnológicas
            Cita o educador Antonio Novoa e os conceitos de “Professor Salvador” e “Professor Reprodutor”.
            De acordo com um professor da própria UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, conhecer exige esforço e só aprendemos com a adversidade
            Novoa afirma que a sociedade relegou à escola uma serie de atribuições, além do ensino.
            Universalização do ensino (levar em conta a necessidade de conhecimento da população).
            Terezinha Azeredo Rios afirma que autonomia é o contrario de heteronomia, que é trabalhar levando em conta a opiniao dos outros
            O professor da USP Celso Favaredo termina a serie de relatos sobre educação afirmando que a aula deve ser transformada num processo de investigação.

sábado, 18 de dezembro de 2010

EDUCAÇÃO E VALORES - SEMANA 7


SEMANA 07

            Vídeo aula apresentada pela professora Patrícia Junqueira. A perspectiva psicossocial sobre a realidade social.

            O sujeito humano é sujeito histórico. Produz e é determinado pelo meio social
            A construção das relações e dos sentidos produzidos socialmente estabelece as referencias dentro dos quais os sujeitos viabilizarão suas crenças, convicções e opiniões e a partir delas, as pessoas optam, fazem escolhas, maneiras pelas quais elas reagirão às circunstancias do mundo.
            Para intervir é preciso compreender essas referencias de crenças e representações, para compreender o sentido que cada um atribui a essas experiências, para que possa garantir efetividade às ações.
► Conhecer a realidade social
► Estabelecer parcerias

            Elementos necessários para a implementação de projetos com a comunidade

► Reconhecimento, caracterização e contextualização de campo
► Estabelecimento de parcerias com comunidade alvo e seus representantes
► Levantamento conjunto das demandas a serem atendidas
► Problematização das demandas e definição dos temas dos projetos.

Os projetos devem ser sintéticos para facilitar a implementação
► Objetivos
► Público-alvo
► Metodologia e estratégia de intervenção
► Resultados esperados
► Cronograma

Metodologias devem ser pensadas depois porque serão escolhidas para atender a objetivos.


            A vídeo aula 14 trata do FENOMENO DO BULLYING. Apresentada pela professora Kátia Puppo.
            O termo foi para dar conta de todas as atitudes agressivas e que são intencionais, repetidas e evidentes. Pode ser adotada por uma criança em relação a outra ou um grupo de jovens em relação a outro.
            Uma característica forte é o poder e a incapacidade de defesa dos jovens e crianças envolvidos.
            Algumas das ações incluídas no fenômeno do bullying:
► Humilhações
► Xingamentos
► Difamação
► Constrangimento
► Menosprezo
► Intimidação
► Ameaças
► Exclusão
► Perseguições
► Agressão física
► Roubo

Os próprios jovens acham que esse tipo de atitude é inevitável e não há nada que se possa fazer a respeito.
Entretanto, há sim providencias que se podem fazer a respeito.
As pesquisas no Brasil começam em 2003, mas o fenômeno do Bullying começou a ser estudado há mais de 30 anos (Pesquisa = O nível de bullying dentro da escola).

Pesquisas no Brasil
► Abrapia 2003
► Associação brasileira multiprofissional de proteção à infância e à adolescência.
► 40,5% dos adolescentes (já vivenciaram como agressores ou expectadores)
► Sala de aula (ocorrem na presença de um adulto)
► 50% das vitimas não denunciam porque sentem-se ameaçados.
► Meninos – Agressões físicas (tipo de bullying)
► Meninas – Intrigas e exclusão (tipo de bullying)

A abrapia desenvolveu pesquisa em 2003.

É importante par educadores diferenciar brincadeira de bullying. Esse último é uma ação repetida e intencional, também tende a ser uma ação prolongada. Há também uma falta de motivação, não há razão para ocorrer. A vitima geralmente esta indefesa e não tem como se defender. O mentor intelectual usa outros alunos e fica no anonimato.
Há dificuldade em definir um perfil de vitima de bullying. A combinação de vários dos elementos acima pode ajudar o educador na identificação.

VITIMAS
► Pouca habilidade de sociabilização
► Dificuldade para reagir às agressões
► Características físicas, comportamento, condição socioeconômica ou orientação sexual diferentes
► Muitas vitimas tornam-se agressores
► Não pedem ajuda por meio de retaliações ou por não quererem decepcionar os pais

AGRESSORES
► Ambos os sexos
► Desrespeito as normas
► Dificuldade de lidar com frustração
► Liderança
► Pequenos delitos
► Desempenho escolar regular ou insuficiente
► Ausência de culpa
► Desafiadores e agressivos
► Dificuldade em lidar com figuras de autoridade
► Mentiras constantes
(Você tem agressores menos perversos e outros que beiram à patologia)
(Algumas podem ser agressores por determinada época, por viverem uma situação difícil – prestar atenção quando for freqüente)

EXPECTADORES
► Omissão diante de cenas de violência física ou moral
PASSIVOS: Medo de se tornarem vitimas
ATIVOS: Dão apoio moral aos agressores
► Alimentam impunidade
► Contribuem para o crescimento do bullying
(Os expectadores deveriam se indignar com essas praticas)

Há ainda o bullying na internet e é muito mais amplo e duradouro.

CIBERBULLYING OU BULLYING VIRTUAL
► Uso dos recursos da internet
► Efeito multiplicador e duradouro
► Anonimato (Perfis falsos)
► Impunidade (gerado pela impunidade)
► Maioria de adolescentes
► Passível de ação penal

Os adolescentes praticam mais do que crianças

CONSEQUENCIAS
► Tendência ao isolamento
► Dificuldade de participar das discussões em sala de aula
► Queda de rendimento escolar
► Fobia escolar
► Mudanças de humor
► Insônia: Sintomas de dor de cabeça e estômago.
► Irritadas, ansiosas ou tristes
► Mais propensas a desenvolver transtornos afetivos: depressão, anorexia, bulimia, síndrome do pânico
► Suicídio e homicídio (Tiros em Columbine)

INTERVENÇOES POSSIVEIS ANTIBULLYING
(Existe um questionário elaborado por um estudioso e que pode ser aplicado)
► Conscientização
► Sensibilizar a comunidade
► Ambiente de confiança, solidário e ético
► Dar apoio e proteção às vitimas
► Estabelecer regras e limites claros
► Aplicar sanções sem tolerâncias em casos de bullying.


EDUCAÇÃO E VALORES - SEMANA 6


SEMANA 6

            A vídeo aula 11 trata da temática Assembléias Escolares e Democracia Escolar.
            O objetivo das assembléias é trabalhar a resolução de conflitos e problemas cotidianos através do dialogo. Esse tipo de trabalho condiz com uma escola que acredita na formação moral e ética do educando.
            Há três tipos básicos de assembléia:

De classe: Ocorre na sala de aula, regula as ações dos alunos na própria sala. Um exemplo desse tipo de assembléia são as “rodas de conversas” sobre criticas e felicitações dos alunos, anotadas diariamente em quadro disposto na sala de aula. Aqui o educando tem a oportunidade de desenvolver a capacidade de argumentar e verbalizar.
De escola: Realiza-se com a presença de representantes de todas as turmas. O objetivo é aprender a tratar do conflito, lidar com ele. Aqui, o professor preside.
De docentes: Uma vez por mês os professores se reúnem para discutir sobre o convívio e as relações interpessoais deles.

A vídeo aula 12 trata sobre a Diversidade / Pluralidade Cultural na escola.
Quais são os valores contemplados numa educação que visa a pluralidade?
A diversidade no Brasil marca toda a vida social, principalmente após a década de 90, com um maior acesso dos estudantes à educação pública, tivemos um maior numero chegando à escola. Todos os setores sociais.
Há uma grande problemática envolvendo os termos utilizados. Diferença, diversidade, pluralidade ou multiculturalismo. Embora esses termos trabalhem com as mesmas questões, grande numero de culturas, etnias, identidades, cada um desses temas trazem diferenças epistemológicas distintas.
O que deveria ser abordado na escola? A igualdade de todos ou a diferença de cada grupo especifico? Ou a diferença de cada uma das identidades?
É citado um texto de Carlos Skliar e toda uma problemática em relação ao outro:
1) O outro como fonte de todo o mal
2) O outro como sujeito pleno de uma marca cultural
3) O outro como alguém a tolerar

O primeiro trata do outro que deve ser evitado e perseguido, trabalha-se a diferença como se ela fosse produto de todo o mal.
O segundo encontra-se preso como uma marca de cultura (indígena, por exemplo). Como se ele fosse somente “aquilo”, não resultante da influencia de outras culturas.
O terceiro é o outro “tolerado”, mas que na realidade é “suportado”.

Nós tendemos a julgar como comum e correto aquele que é “igual”.

Só na Constituição de 1988 é que há referencia à Diversidade Cultura, devido à redemocratização.

Apresenta histórico de leis, inclusive o “Estatuto da Igualdade Racial em 2010”, Um novo marco. As cotas raciais não entram nesse documento.
Pensar na universalidade dos direitos para todos e na particularidade dos direitos baseados em etnias, identidades, tornou a escola mais justa.

EDUCAÇÃO E VALORES - SEMANA 5


SEMANA 05

            A vídeo aula 09 apresenta o seguinte questionamento: Podem a ética e cidadania ser ensinadas?
            A possibilidade de formação moral e ética já era cogitada pelos gregos há 2500 anos. É através da natureza, hábitos e razão que o homem se torna virtuoso.
            A educação esforça-se por completar que falta à natureza, mas é possível formar o cidadão virtuoso?
            Essa era uma enorme dúvida na sociedade grega, que acreditava que a virtude não podia ser ensinada.
            Ainda na Grécia, a escola começa a se democratizar quando todos conquistam a isonomia, ou seja, o direito à discussão.
            A escola de antigamente, que se dizia melhor que a de hoje, não atingia 15% da população.
            Ao contrario do que se pensava na época, Sócrates se esforçava na formação do cidadão ético e virtuoso, acreditava nisso.
            Protágoras afirmava que a ética não é uma disciplina especializada e que a formação ética passa pela escola e pelo professor, mas não se esgota nela, todo o entorno social influencia. Ocupar-se da formação ética é da responsabilidade de todos na comunidade escolar e isso não desvincula a responsabilidade do ensino dos conteúdos escolares.
            Aristóteles, por sua vez, afirmava ser a formação moral uma força de habito. As virtudes não se geram por natureza ou contra a natureza, se geram em nós, nascidas em nós, que as aperfeiçoamos mediante o habito.
            Ensinamos os princípios da solidariedade da vida pública com ações solidarias e exigindo que as pratiquem, não apenas com discurso retórico.
            Do mesmo jeito que ensinamos virtudes, ensinamos vícios.
            A vídeo aula 10 trata de violência e educação.
            A violência instaura o tema do corpo a corpo. É difícil falar sobre o tema, mas não impossível, há necessidade de olhar, ver, reparar.
            O maior desafio é conseguir traçar um diagnostico e, a partir dele, estabelecer conexões.
            A escola pode estabelecer parcerias, com alguma instituição, para não ser sobrecarregada.
            Há situações diversificadas de violência nas escolas, relatadas pelos próprios funcionários: brigas, desentendimentos, roubos desrespeito, etc.
            A violência entra na escola por meio de gangues, mas não há como se responsabilizar pela violência no entorno da escola.
            A violência silenciosa também adentra os portões e é instaurada pela própria família, com pessoas que se proponham a discutir.
            As escolas estão em situação de precariedade, muita rotatividade, violência e desentendimento entre professores e alunos, os adultos estão fragilizados.
            O Estado também deve ser chamado à responsabilidade.

EDUCAÇÃO E VALORES - SEMANA 4


SEMANA 04

            A vídeo-aula trata das questões constitutivas do sujeito psicológico:
            ► Quem somos nós?
            ► Quem é o aluno?
            As teorias procuram reduzir “o que é o ser humano”, procuramos uma definição mais complexa ou completa.
            As quatro dimensões constitutivas do sujeito psicológico:
            ► Afetivo
            ► Sócio-cultural
            ► Biológico
            ► Cognitivo
            Não há como explicar todo o comportamento humano por apenas uma dimensão, embora uma delas se sobressaia em determinados aspectos. Todas essas questões interagem, família e convivência não são fatores determinantes.
            A professora Viviane apresenta, na seqüência, a vídeo-aula “A construção de valores e a dimensão afetiva”
            A aula novamente reforça o conteúdo da aula do professor Ulisses e aborda as seguintes questões:
► A afetividade como “fonte de energia” para a cognição.
► A afetividade como um dos aspectos organizativos do psiquismo humano.
► Os alunos são influenciados por sentimentos positivos e negativos
            Afetividade e cognição atuam juntas. A afetividade não é apenas motivacional, mas organizativa.
            Vergonha e culpa são sentimentos morais. Quando se tem valores, eles vêm reforçar esses sentimentos, que são negativos. São atribuições internas, mas vivenciadas nas relações interpessoais e regulam valores morais.
► Vergonha (A forma como o outro me vê / fuga)
► Culpa (A auto-avaliação / quero me desculpar, me livrar)
            O sentimento deve ser objeto de conhecimento a ser trabalhado na escola