A video-aula 11, ministrada pela professora Paula Fernandes da Unicamp, trata da MEMORIA e seu funcionamento. Como é um assunto que tenho me familiarizado aos poucos, tudo se torna importante. Vou transcrever trechos da aula, afim de conseguir obter "memorização".
O roteiro dessa aula versa sobre:
a) O que é memoria?
b) Estágios da memória
c) Tipos de memória
d) Esquecimento
MEMORIA
É a aquisição, a formação, a conservação e a evocação de informações. (Izquierdo, 2002)
É a persistencia do aprendizado em um estado que pode ser evidenciado posteriormente.
MEMORIA - ESTAGIOS
a) Codificação = processamento de novas informações a ser armazenada.
* Aquisição: registra as informações em arquivos sensoriais;
* Consolidação: cria uma representação da informação através do tempo.
* Armazenamento: resultado da aquisição e da consolidação (cria e mantem um registro permanente)
* Evocação: utiliza a informação armazenada para executar um comportamento.
As memorias sao modeladas por vários fatores:
a) pelas emoções;
b) pelo nivel de consciencia;
c) pelos estados de ânimo;
(podemos memorizar e evocar com mais facilidade ou nao)
MEMORIAS
Memoria: processo neuronal = resultante de mudanças das interações sinápticas entre neuronios nas redes neurais.
Areas relacionadas:
a) Hipocampo;
b) Amigdala;
c) Cortex Frontal
(Com as mudanças nas redes, nas interações sinápticas acontecem as memorias. Não existe um local especifico onde acontece, existem regioes responsaveis, como hipocampo, amigdala e cortex frontal)
TIPOS DE MEMORIA
1) Segundo a função
2) De acordo com o conteudo
3) De acordo com o tempo de retenção
4) Quanto ao tipo de informação
5) Segundo o nivel de consciencia
1) Memoria segundo a função:
* Memoria de trabalho: gerencia a realidade, nao produz arquivos, é imediata.
* Breve conservação da informação por tempo suficiente para examiná-la e compará-la.
* Um exemplo é lembrar um numero de telefone, lembrar para fazer uma ligação apenas.
2) Memoria de acordo com o conteudo:
a) Memoria declarativa - registram fatos
* episodicos (eventos que assistimos ou participamos)
* semanticos (conhecimentos gerais)
b) Memoria processual - de capacidades / habilidades motoras e sensoriais
* são adquiridas de maneira implicita, sem que o sujeito perceba como está aprendendo
* um exemplo é andar de bicicleta, saltar nadar.
3) Memoria de acordo com o tempo de retenção
* Memoria sensorial: fração de segundos = 0,2 a 0,25 milesimos de segundos
* Memoria a curto prazo: Utilização imediata = 20 a 30 segundos
* Memoria a longo prazo: Informação mais resistente, motivação, interesse, repetição da informação, duração e capacidades infinitas e ilimitadas.
Em seguida foi visualizado um diagrama sobre memoria.
(Se a informação for processada pela memoria de curto prazo, vai para a memoria de longo prazo, se nao, ela se perde apos 15 segundos. Se for necessária mais tarde, volta para a memoria a curto prazo para ser evocada).
4) Memoria quanto ao tipo de informação
(Como sera que o aluno aprende mais? Como melhorar isso no aluno?
* verbais
* visuais
* motoras
(Será que o aluno aprende mais quando eu falo? quando ele executa alguma atividade? quando mostro uma imagem?)
5) Memoria segundo nivel de consciencia
* Assertiva ou explicita: processo consciente, memoria "cognitiva".
* Implicita ou não-assertiva: processos inconscientes, estímulos subliminares, podem gerar respostas emocionais.
ESQUECIMENTO
Principais explicações:
* Falta de "uso";
* Interferencia de uma aprendizagem sobre a outra;
* Falhas de armazenamento;
* Repressao ou situações desagradáveis;
* Falhas na recuperação
Em termos de fatores biologicos, o que pode causar isso é o cansaço, as doenças, o envelhecimento, falta de estimulos cerebrais. Já em fatores psicologicos podem ocorrer falhas durante a codificação, que se deve à desatenção e fatores emocionais, uma pessoa deprimida ou estressada tem dificuldades.
A partir disso...
a) Como a memoria influencia no processo de aprendizagem dos seus alunos?
b) Qual o tipo de memoria que mais se relaciona com seu trabalho?
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
video aula 10: Interdisciplinaridade e transversalidade na educação
A video-aula 10 recordou-me bastante Paulo Freire, e para ilustrar, posto video sobre o autor, um poema sobre a escola.
Em seguida, novamente é mostrado o vídeo de uma escola pública, que trabalhou a interdisciplinaridade e a transversalidade, por meio de um projeto em torno do Ribeirao Anhumas, coordenado por uma equipe da Universidade de Campinas. Nessa reportagem, podemos perceber a integração que há entre tres disciplinas: geografia, Lingua Portuguesa e Quimica. Esse video foi mostrado no topico (TV UNIVESP), na primeira semana do curso.
O professor Nilson explica que a Interdisciplinaridade surgiu como um chamado para que as disciplinas nao mudassem seus objetos, mas que houvessem relações mais forte entre as disciplinas. A escola é disciplinar, a realidade não. A reação à reorganização curricular, a reação da framentação disciplinar foi a busca da transversalidade, ou seja, a busca de temas que atravessassem transversalmente todas as disciplinas, as questoes sobre valores, por exemplo, sao questoes que nao cabe em nenhuma disciplina especifica da escola básica. As questoes sobre valores cortam, transversalmente, todas as disciplinas e podem ser vistas em atitudes como cooperação e cidadania. Para aprender a ler o mundo é preciso que se faça uma ponte entre o disciplinar e o transdisciplinar.
(A relaçao da minha disciplina com as outras é a interdisciplinaridade eo os objetos e objetivos maiores que os da minha disciplina, a transdisciplinaridade).
A interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade sao partes integrantes de um movimento que fala de uma nova forma de organização do pensamento, que surgiu no seculo XVII. O filosofo que escreveu o DISCURSO DO METODO em 1637, René Descartes, é apontado como um dos primeiros formuladores dessa maneira de pensar. A concepção dele é a da unidade de conhecimento, do saber e essa unidade do conhecimento cientifico se encontrava no método. Para ele, o método é muito importante, se eu nao tenho o metodo, nao posso chegar à ciencia, e o método de fazer ciência é um método único, racional, de fazer a analise e depois a sintese dos diversos fenomenos com os quais nos defrontamos, fenomenos naturais. No discurso do metodo, acaba reduzindo o metodo cientifico a uma unica regra. Quando tenho um fenomeno complexo, analiso o fenomeno, divido-o em suas varias partes, analiso-o a partir das partes mais simples e reconstituo-o por ordem, a complexidade depois o fenomeno, a partir do simples para o mais complexo.
Quem se opoe a fragmentação do conhecimento é o filosofo e sociologo EDGAR MORIN. O Paradigma da SIMPLIFICAÇÃO, que domina o ensino afirma que para conhecer, nós separamos e reduzimos o que é complexo em simples. Tal visao mutila o conhecimento. O problema passa a ser conseguirmos obedecer a um paradigma que nos permita diferenciar e ao mesmo tempo, relacionar. É justamente o PARADIGMA que domina o conhecimento na nossa civilização e na nossa sociedade, é um paradigma que impede o conhecimento complexo, o conhecimento da era planetaria.
Nosso sistema de educação ensina a separar as coisas, as disciplinas, o homem da natureza, nao ensina a religar, a reformar o pensamento. É religar para enfrentar os desafios, que sao globais e multidimensionais.
video aula 09: Ciencia e educação
A escola mudou? A tecnologia invadiu a nossa vida cotidiana e as escolas, a escola democratizou o acesso, mas democratizou tambem o acesso ao conhecimento? Esse video postado acima foi cedido por uma colega de curso, no forum, e está sendo reutilizado nesta video-aula, por apresentar ligação com a tematica tratada.
Nesta video-aula, o professor Luiz Carlos de Menezes fala sobre o quanto é importante desenvolver a linguagem das ciencias na escola, atraves de exercicios desenvolvidos por crianças e jovens, que corresponda a um potencial pratico, a capacidade fazer coisas de uma maneira melhor com a ciencia e que corresponda a uma visao de mundo. Tudo isso em termos de diálogo, participação e projeto.
Logicamente nao é algo simples de se fazer, mas pode ser executado com a realização de um debate em pequenos grupos, o que facilitaria a compreensao dessa forma, dessa perspectiva, do que ficar simplesmente atrelado ao discurso do professor.
Mais uma vez, durante as video-aula, podemos perceber o encadeamento dos temas, de certa forma, porque são dados vários exemplos de como executar o planejamento, o projeto politico-pedagogico no que tange à formação para a cidadania, utilizando temas voltados à vida cotidiana, visando melhorar as condições de vida do cidadao, além da prática da educação formal, importante frisar.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
video aula oito: Métodos investigativos em neurociências
Nesta video-aula, o professor Li Li Min faz uma demonstração de como pode ser investigada a função cerebral. Para isso, exemplifica tecnicamente uma série de exames e suas referidas funções:
* O eletroencefalograma, que mede potenciais eletricos da ativação dos neuronios ou celulas nervosas;
* O magnetoencefalografia que mede a alteração da despolarização das membranas dos neuronios, que sao os potenciais de ação, de atividade eletrica;
* O PET - Tomografia por emissao de positrons, avalia por exemplo alterações em pacientes portadores da doença de parkinson;
* NIR-DOT - Tomografia optica, que avalia o consumo de oxigenação em determinada parte do cerebro, identificando se está funcionando mais, o que tambem é uma maneira indireta de inverstigar a função cerebral.
Além das funções anatomicas, pode-se investigar o metabolismo, como as celulas estao funcionando no cerebro. ´Também pode ser feito uma combinação de exames, que proporcionam melhor resolução de imagens, melhor investigação. A citar, a ressonancia que produz uma imagem anatomica quase perfeita combinada como o eletroencefalograma, o qual tem uma caracteristica de tempo quase real, ao mostrar o funcionamento cerebral investigado.
* O eletroencefalograma, que mede potenciais eletricos da ativação dos neuronios ou celulas nervosas;
* O magnetoencefalografia que mede a alteração da despolarização das membranas dos neuronios, que sao os potenciais de ação, de atividade eletrica;
* O PET - Tomografia por emissao de positrons, avalia por exemplo alterações em pacientes portadores da doença de parkinson;
* NIR-DOT - Tomografia optica, que avalia o consumo de oxigenação em determinada parte do cerebro, identificando se está funcionando mais, o que tambem é uma maneira indireta de inverstigar a função cerebral.
Além das funções anatomicas, pode-se investigar o metabolismo, como as celulas estao funcionando no cerebro. ´Também pode ser feito uma combinação de exames, que proporcionam melhor resolução de imagens, melhor investigação. A citar, a ressonancia que produz uma imagem anatomica quase perfeita combinada como o eletroencefalograma, o qual tem uma caracteristica de tempo quase real, ao mostrar o funcionamento cerebral investigado.
Neuroanatomia funcional do sistema nervoso: funções corticiais e sistemas sensoriais
Nesta aula, o professor Li Li Min começa falando dos sistemas sensoriais e finaliza explicando sobre a percepção.
Em relação aos cinco sentidos, faz uma demonstração, com ilustrações, de como são processadas as informações e se configuram em sensações, no nosso cortex cerebral.
O "como captar" faz parte dos sistemas sensoriais, dos cinco sentidos. O "como percebemos" faz parte da PERCEPÇÃO.
A percepção capta maior atenção, pois a partir da descrição do seu funcionamento podemos começar a refletir como um aluno pensa, reflete, percebe o mundo.
Importante salientar que a percepção é uma elaboração, nao um registro real do que está ao redor. Ela é dinâmica. A interpretação depende de várias atividades cognitivas (comportamento, cognição, processamento de informações, consciencia, memoria, atenção, linguagem). Essas ultimas assertivas nos ajudam a começar a refletir sobre o ensino e aprendizagem. Um outro ponto de importancia é que as percepções mudam no decorrer da vida e que os processos perceptivos se desenvolvem aos poucos. As expectativas, valores, motivações, interesses e emoções influenciam as percepções.
Ficou a pergunta para reflexao durante o curso e a visualização das video-aulas: Como voce pode influenciar de maneira positiva a percepção nos estudos, no seu ambiente de sala de aula?
Em relação aos cinco sentidos, faz uma demonstração, com ilustrações, de como são processadas as informações e se configuram em sensações, no nosso cortex cerebral.
O "como captar" faz parte dos sistemas sensoriais, dos cinco sentidos. O "como percebemos" faz parte da PERCEPÇÃO.
A percepção capta maior atenção, pois a partir da descrição do seu funcionamento podemos começar a refletir como um aluno pensa, reflete, percebe o mundo.
Importante salientar que a percepção é uma elaboração, nao um registro real do que está ao redor. Ela é dinâmica. A interpretação depende de várias atividades cognitivas (comportamento, cognição, processamento de informações, consciencia, memoria, atenção, linguagem). Essas ultimas assertivas nos ajudam a começar a refletir sobre o ensino e aprendizagem. Um outro ponto de importancia é que as percepções mudam no decorrer da vida e que os processos perceptivos se desenvolvem aos poucos. As expectativas, valores, motivações, interesses e emoções influenciam as percepções.
Ficou a pergunta para reflexao durante o curso e a visualização das video-aulas: Como voce pode influenciar de maneira positiva a percepção nos estudos, no seu ambiente de sala de aula?
video aula 06 - TEMAS TRANSVERSAIS EM EDUCAÇÃO
A aula da professora Valeria Arantes segue a seguinte estrutura:
a) Diferentes concepções de transversalidade;
b) Práticas de transversalidade.
Defende que cada cultura, cada comunidade deve eleger temas prioritários a serem trabalhados.
Existem duas concepções de transversalidade. A primeira defende as disciplinas como eixo vertebrador do curriculo. A segunda defende as temáticas transversais como eixo vertebrador do curriculo e esse é um novo paradigma.
Essa é uma mudança paradigmática importante porque dentro dessa concepção, os conteudos tradicionais deixam de ser a FINALIDADE da educação e passam a ser concebidos como meio para atingir um fim maior que é a educação para a cidadania, a educação em valores. É uma mudança paradigmática porque as disciplinas vão ser sempre instrumentos, e as tematicas transversais vão ser ponto de partida e ponto de chegada na formação do sujeito.
Uma fala da professora que é importante frisar porque foi abordada em dois momentos da aula é a de que o objetivo principal é promover um trabalho que tenha como ponto de partida um tema relevante para determinada comunidade e sem esquecer que a escola tem a função primordial de ensinar, transmitir os conceitos, conteudos historicamente acumulados. Essa idéia me lembrou o pesquisador Paulo Freire, que toca nessa tematica em suas obras, como Pedagogia da Autonomia e À Sombra dessa Mangueira.
a) Diferentes concepções de transversalidade;
b) Práticas de transversalidade.
Defende que cada cultura, cada comunidade deve eleger temas prioritários a serem trabalhados.
Existem duas concepções de transversalidade. A primeira defende as disciplinas como eixo vertebrador do curriculo. A segunda defende as temáticas transversais como eixo vertebrador do curriculo e esse é um novo paradigma.
Essa é uma mudança paradigmática importante porque dentro dessa concepção, os conteudos tradicionais deixam de ser a FINALIDADE da educação e passam a ser concebidos como meio para atingir um fim maior que é a educação para a cidadania, a educação em valores. É uma mudança paradigmática porque as disciplinas vão ser sempre instrumentos, e as tematicas transversais vão ser ponto de partida e ponto de chegada na formação do sujeito.
Uma fala da professora que é importante frisar porque foi abordada em dois momentos da aula é a de que o objetivo principal é promover um trabalho que tenha como ponto de partida um tema relevante para determinada comunidade e sem esquecer que a escola tem a função primordial de ensinar, transmitir os conceitos, conteudos historicamente acumulados. Essa idéia me lembrou o pesquisador Paulo Freire, que toca nessa tematica em suas obras, como Pedagogia da Autonomia e À Sombra dessa Mangueira.
VIDEO AULA CINCO: O CONCEITO DE TRANSVERSALIDADE
A vídeo aula cinco trata do conceito de transversalidade na educação básica das escolas e como adaptá-lo adequadamente ao currículo.
Um dado relevante explicitado na vídeo-aula é o fato de estar presente, em grande parte dos projetos político-pedagogicos das escolas a educação para a cidadania, entretanto essa é uma perspectiva não integrada ao currículo, na realidade.
A disciplinarização prejudicou de tal maneira, tanto à escola quanto aos profissionais do ensino, que tornou-se extremamente difícil trabalhar com o conceito de transversalidade nas escolas. Cada profissional se sente especializado e preparado apenas para trabalhar o conteúdo daquela disciplina e nada mais.
Relegado a um segundo plano, temas como ética e valores não são tratados adequadamente, pois também não há lógica em se buscar um profissional da área para trabalhar temáticas como a violência, por exemplo, pois função da escola é trabalhar “transversalmente”, em todas as disciplinas, conceitos como o citado anteriormente.
A escola, como instituição social, com o dever de “formar cidadãos, preparando-os para viver em sociedade” não pode fugir a esse dever, pois constitui parte da formação integral do ser humano e, muitas vezes, com a ausência das famílias, devido à vida social, trabalho dos pais, é como a escola que se conta para atingir essas metas.
Como fazer é tema de uma próxima vídeo-aula.
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