quinta-feira, 7 de julho de 2011

EDUCAÇÃO - SEMANA 04

VIDEO AULA:  A CIDADE COMO PROJETO EDUCATIVO
PROFª SONIA CASTELLAR
ESTUDAR A CIDADÃ NA CIDADE
                Para pensarmos a cidade temos que relacioná-la com a escala de análise. A diferenciação da organização do território com limites em função de seu tamanho, com população, cidades, países, regiões, da escala de significado, que estabelece o nível de interpretação.
                Fazer a cidade um objeto de educação geográfica significa superar a superficialidade conceitual e estabelecer uma relação mais eficaz entre o saber formal e o informal.
                Volta falar de cada professor trabalhando a própria disciplina, mas também abordando temas ligados à cidade, à realidade do educando, buscando minimizar os problemas daquela determinada comunidade.
                Os alunos descobrem que a cidade é mais do que uma decodificação das informações que ela revela sobre sua aparência, mas pode-se descobrir a sua estrutura, sua gênese e função.
ESTUDAR O LUGAR
                Para estudar a cidade é importante ter todos os aspectos ao mesmo tempo: território, local de vivencia, circulação diária, as representações simbólicas do lugar são diferentes em função das praticas e históricas de cada um.
TEMÁTICA URBANA
                ENFOQUE HISTORICO: O ensino se organiza a partir dos relatos da biografia da cidade e da vida de seus habitantes, por exemplo:
► Historia de vida;
► Mudanças e permanência;
► Tempo.
                ENFOQUE AMBIENTAL: Quando a problemática for meio ambiente.
► Análise do meio físico e os impactos das construções;
► O cidadão como protagonista será o ensino centrado no conhecimento e exercício dos direitos do cidadão.
FINALIDADE DO ESTUDO DA CIDADE
→ Como vivem as pessoas;
→ Como funcionam as cidades;
→ As redes de circulação;
→ Qualidade de vida;
→ Elaboração do plano diretor;
→ Analise ambiental.






EDUCAÇÃO - SEMANA 03

VIDEO AULA: Democracia e educação em direitos humanos
Profª Ana Maria Klein
Democracia associada a um modo de vida – Dowey
Na escola trata-se de viver democraticamente e não no domínio de conceitos.

                Além de ser um modo de vida, a democracia é uma expressão ética, exigindo uma formação que enfatize a personalidade (individualidade) e a cooperação (responsabilidade pelo bem social). Para atender a esta necessidade formativa, a escola deve preparar o individuo para que ele pense e dirija-se por si, com responsabilidade e compromisso, num ambiente promotor dos Direitos Humanos.
                É necessário conhecer os direitos democráticos para reconhecê-los nos direitos humanos. A segunda dimensão é a do ambiente que tem de traduzir esses direitos e práticas. Educamos para a democracia e Direitos Humanos e pela Democracia e Direitos Humanos.
                EDH visa a formação de sujeito de direitos por meio do conhecimento e do respeito aos seus direitos, mais do que isso pretende que essa formação traduza-se ações, em um modo de conduzir a vida pessoal e social. Neste sentido, a EDH é, antes de tudo, um modo de vida que deve orientar a convivência social e escolar. Por caracterizar-se como um processo sistemático e multidimensional, seu desenvolvimento se dá mediante a articulação de cinco dimensões.
DIMENSOES DA EDH
→ Apreensão de conhecimentos sobre DH e a sua relação com os contextos internacional, nacional e local.
→ Afirmação de valores- atitudes e praticas sociais que expressem a cultura dos DH.
→ Formação de uma consciência cidadã.
→ Desenvolvimento de processos metodológicos participativos e de construção coletiva, utilizando linguagens materiais didáticos contextualizados.
→ Fortalecimento de práticas individuais e sociais que gerem ações e instrumentos em favor da promoção, da proteção e da defesa dos DH, bem como da reparação das violações.
CAMPOS DE ATUAÇÃO
Epistemológico → conhecimento.
Axiológico →  valores, atitudes e comportamento.
Práxis → Desencadear ações para defesa e promoção dos DH.

EDUCAÇÃO - SEMANA 03

VIDEO-AULA: Educação comunitária e direitos humanos
Profª Ana Maria Klein – UNESCO

                Educação comunitária surge primeiramente na educação não-formal é a partir da década de 80, começa a aparecer na educação formal.
                Caracterizada pela democratização do espaço e das relações, da participação de todos os envolvidos, da melhoria da qualidade da educação.
                OBJETIVO: Desenvolvimento de um “sujeito coletivo”, isto é, de sujeitos que se compreendam em meio à coletividade, que se tornem co-responsáveis pelas ações, relações, conflitos e decisões que ocorrem na comunidade.
                Paulo Freire trata da relação escola-comunidade. Defende os conteúdos inseridos na vida cotidiana. Aprendemos a ser cidadãos agindo, atuando coletivamente na sociedade. O que se aprende na escola se articula com a vida em geral.
                Não é apenas a escola que é considerada como contexto educativo, mas a família, a sociedade, são exemplos onde a educação comunitária pode ocorrer. ( Diferentes contextos educativos).
                Currículo: As demandas e os interesses da comunidade passam a fazer parte da escola e do trabalho pedagógico.
                Cidades educadoras:  Conceito que surgiu no inicio da década de 90, na Espanha. Sua idéia central é que a escola sozinha não tem condições de construir todos os conhecimentos informações necessários ao mundo contemporâneo, com isso,  a educação também deve ser competência da cidade.
                Trilha (1993) autor espanhol destaca três possíveis para a relação-cidade:
► Aprender na cidade: lócus na educação, composto por instituições especificamente educativas (museus) instituições cidadãs não especificamente educativas (ONG): espaços onde se podem realizar encontros e vivencias (parques, praças);
► Aprender da cidade: agente informal de educação de caráter ambivalente e não seletivo. O curriculum da cidade é contraditório em seus modelos sociais.
► Aprender na cidade é tomada como conhecimento em si, trata-se de aprender a utilizar a cidade e a participar de sua construção.
                Como trabalhar a cidade dentro da escola?
                Uma das possibilidades é o mapeamento, descobrir locais, instituições, pessoas, organizações que podem ajudar a educar, verificando quem são as pessoas que lá atuam e como podem colaborar por fim anotando o porquê deste local poder contribuir no projeto (estender espaço educativo para alem da sala de aula).

EDUCAÇÃO - SEMANA 02

EDUCAÇÃO COMUNITARIA E QUESTOES DE GENERO NA ESCOLA
Prof. Valeria Amorim Arantes
                “Apresentar um trabalho de investigação e intervenção cujo principal objetivo foi desenvolver projetos e ações que privilegiassem a construção de valores ancorados em fundamentos de ética, direitos humanos e na igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres em situações de conflitos de gênero.”
TEMA: Violência de gênero
                Houve duas frentes de trabalho: Intervenção e investigação.
→ intervenção no cotidiano da escola e de suas relações com os conteúdos educativos e com a comunidade, visando promover a compreensão das situações de conflito de gênero. (Grande desafio, pois a reação dos professores foi afirmar que esta temática não fazia parte do cotidiano, provando o quanto a comunidade está desvinculada da escola).
→ busca de dados qualitativos e quantitativos que permitissem “avaliar” os resultados da intervenção.

INTERVENÇÃO – METODO
→ Planejamento de ações;
→ Forum escolar de ética e cidadania;
→ A pedagogia de projetos;
→ Trilhas, mapas e roteiros;
→ Ações de formação de professores.

INVESTIGAÇÃO – METODO
→ Observações diretas e indiretas;
→ Diários de campo;
→ Entrevistas individuais e orais por escrito;
→ Questionários abertos;
→ Relatórios dos professores-bolsistas sobre seus subprojetos.

                No campo da educação moral, é importante aprender a resolver conflitos.
ANALISE DOS CONFLITOS (CATEGORIZAÇÃO)
→ Conflitos amorosos;
→ Traição
→ Separação
→ Violencia contra o homem
→ Violencia contra o casal
→ Violencia contra a mulher
                Não há como intervir sem conhecer a realidade da comunidade. Uma outra forma é propor a resolução desses conflitos:
→ Categoria “não-moral”;
→ Categoria “mágica”;
→ Categoria “moral”
                Após investigação, a intervenção.  É possível promover uma intervenção pautada em princípios de ética e justiça entre homens e mulheres.
“Um trabalho que reconheça homens e mulheres como iguais e diferentes.”












EDUCAÇÃO - SEMANA 02

PROTAGONISMO JUVENIL E A PARTICIPAÇÃO ESCOLAR
Prof. Ulisses Tavares
                Refere-se a importância do aluno, que tem um papel ativo no processo ensino-aprendizagem. Neste processo, o professor deixa de ser o detentor do saber, passando a orientar o educando, a fim de que ele encontre o próprio caminho para tornar-se sujeito no processo.
                “A educação deve promover o acesso aos bens culturais exigidos pela sociedade contemporânea e garantir uma formação politica aos jovens, participando da vida social de forma mais critica, dinâmica e autônoma.”

METODOLOGIAS  ATIVAS DE APRENDIZAGEM
→ A aprendizagem baseada em problemas é uma metodologia ativa de aprendizagem.
→ Estratégia pedagógica que apresenta aos estudantes situações significativas e contextualizadas no mundo real.
                Atividade baseada em problemas está pautada no mundo real e é o aluno quem problematiza, constrói o problema a partir de uma situação conflituosa. O importante é desenvolver ações juntamente com membros da comunidade, se estas forem pautadas no entorno (de acordo com o que vemos até agora, essa é a proposta).
                A segunda parte da aula trata da participação.
                Promovendo a participação por meio de:
→ Assembleias escolares;
→ Gremios estudantis;
→ Estrategias de resolução e mediação de conflitos;
→ Estrategias de aproximação entre escola, família e comunidade.






EDUCAÇÃO - SEMANA 02

A ESCOLA E AS RELAÇÕES COM A COMUNIDADE

FORUM ESCOLAR DE ETICA E CIDADANIA


Prof. Ulisses Araujo
                (Todas as escolas receberam o programa de ética e cidadania para trabalhar o fórum na escola).
O fórum tem como papel articular os diversos segmentos da comunidade escolar, e não-escolar, que se disponham a atuar no desenvolvimento de ações mobilizadoras em torno das temáticas de ética, democracia e cidadania no convívio escolar, focando de forma especifica quatro eixos de atuação: ética, convivência democrática, direitos humanos e inclusão social.
Como pressupõe a estrutura de um fórum, sua composição deve ser a mais aberta possível. Podem e devem participar professores, estudantes, funcionários, diretores, famílias, membros da comunidade (conselhos), do posto de saúde, lideres comunitários, etc.
“Uma reunião que procura reunir membros da comunidade, em geral.”
Possíveis atribuições do fórum
→ Definição de sua politica geral de funcionamento, organização e mobilização dos diversos segmentos da comunidade escolar.
→ Proposição de temas e projetos interdisciplinares e transversais.
→ Preparação dos recursos materiais para o desenvolvimento dos projetos.
→ Formulação de cronograma local de desenvolvimento de ações
→ Avaliação permanente das ações em desenvolvimento.
                Às vezes, a Direção bloqueia, mas a comissão procura, junto à comunidade, recursos para garantir, o funcionamento do fórum. Os próprios alunos organizam o trabalho como protagonistas do processo.
                A temática varia de comunidade e o ideal é um fórum por bimestre, servindo para pautar o projeto da escola.





EDUCAÇÃO - SEMANA 01

A ESCOLA E AS RELAÇÕES COM A COMUNIDADE
Prof. Ulisses Araujo
                A aula trata da necessidade da escola de romper os muros e estabelecer relações com a comunidade.
Ideia Central:
→ A escola necessita ampliar espaços educativos, incorporando os recursos da cidade e prioritariamente de seu entorno no desenvolvimento de projetos que contemplem a comunidade como espaço de aprendizagem.
→ Todas as ações, no entanto, devem considerar a escola, e seu currículo, como o centro das ações.
                Quando dizemos comunidade, falamos de tudo que está no entorno da escola, espaços públicos e privados, espaços em que as pessoas vivem. Deveriam estar presentes no currículo por fazer parte da vida das pessoas.
                O que ocorre, comumente, é que os projetos da escola não contemplam essas relações com a comunidade.
                O entorno da escola tem uma série de conteúdos, os quais podem ser levados para os projetos e cotidianos da escola, abdicando da visão tradicional de que “aula é aula” – “projeto é projeto” (visão denominada esquizofrênica (uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa)).
ARTICULAÇÃO ENTRE ESCOLA E COMUNIDADE
→ Para “fora” da escola
→ para “dentro” da escola
→ O protagonismo dos estudantes
                O primeiro é entender o espaço fora da escola como integrante do currículo, o entorno da escola.  Esse tipo de situação causa um medo “real” nos professores, devido à resistência de pais, diretores e supervisores, mas precisam ser reinventadas.
                Num segundo momento, a ideia é trazer para dentro da sala de aula, a fim de estimular as aulas. Trazer essas situações como perguntas, problemas, incentivando assim o protagonismo dos estudantes.

PROTAGONISMO JUVENIL – Tanto em seu projeto politico pedagógico como em seu projeto institucional, a escola precisa considerar a realização de projetos e ações que, ao mesmo tempo, promovam o acesso aos bens culturais exigidos pela sociedade contemporânea e garantam uma formação politica aos jovens de modo a lhes permitir participar da vida social de forma mais critica, dinâmica e autônoma.
“Integrar na escola o que está fora dela.”