A aula da professora Valeria Arantes segue a seguinte estrutura:
a) Diferentes concepções de transversalidade;
b) Práticas de transversalidade.
Defende que cada cultura, cada comunidade deve eleger temas prioritários a serem trabalhados.
Existem duas concepções de transversalidade. A primeira defende as disciplinas como eixo vertebrador do curriculo. A segunda defende as temáticas transversais como eixo vertebrador do curriculo e esse é um novo paradigma.
Essa é uma mudança paradigmática importante porque dentro dessa concepção, os conteudos tradicionais deixam de ser a FINALIDADE da educação e passam a ser concebidos como meio para atingir um fim maior que é a educação para a cidadania, a educação em valores. É uma mudança paradigmática porque as disciplinas vão ser sempre instrumentos, e as tematicas transversais vão ser ponto de partida e ponto de chegada na formação do sujeito.
Uma fala da professora que é importante frisar porque foi abordada em dois momentos da aula é a de que o objetivo principal é promover um trabalho que tenha como ponto de partida um tema relevante para determinada comunidade e sem esquecer que a escola tem a função primordial de ensinar, transmitir os conceitos, conteudos historicamente acumulados. Essa idéia me lembrou o pesquisador Paulo Freire, que toca nessa tematica em suas obras, como Pedagogia da Autonomia e À Sombra dessa Mangueira.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
VIDEO AULA CINCO: O CONCEITO DE TRANSVERSALIDADE
A vídeo aula cinco trata do conceito de transversalidade na educação básica das escolas e como adaptá-lo adequadamente ao currículo.
Um dado relevante explicitado na vídeo-aula é o fato de estar presente, em grande parte dos projetos político-pedagogicos das escolas a educação para a cidadania, entretanto essa é uma perspectiva não integrada ao currículo, na realidade.
A disciplinarização prejudicou de tal maneira, tanto à escola quanto aos profissionais do ensino, que tornou-se extremamente difícil trabalhar com o conceito de transversalidade nas escolas. Cada profissional se sente especializado e preparado apenas para trabalhar o conteúdo daquela disciplina e nada mais.
Relegado a um segundo plano, temas como ética e valores não são tratados adequadamente, pois também não há lógica em se buscar um profissional da área para trabalhar temáticas como a violência, por exemplo, pois função da escola é trabalhar “transversalmente”, em todas as disciplinas, conceitos como o citado anteriormente.
A escola, como instituição social, com o dever de “formar cidadãos, preparando-os para viver em sociedade” não pode fugir a esse dever, pois constitui parte da formação integral do ser humano e, muitas vezes, com a ausência das famílias, devido à vida social, trabalho dos pais, é como a escola que se conta para atingir essas metas.
Como fazer é tema de uma próxima vídeo-aula.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
FINALIZAÇÃO VIDEOS SEMANA 01 - VIDEO 04 E TV UNIVESP
A aula 4 e a sequencial/final (TV/UNIVESP) da semana um tratam ainda de aspectos neurologicos, de determinados conceitos.
O professor Li Li Min faz uma apresentação do sistema nervoso,que se divide em sistema nervoso central e periferico, bem como trata das unidades básicas de funcionamento.
O sistema neroso central écomposto pelo cérebro, cerebelo e medula espinhal. O sistema nervoso periférico é composto por uma rede intrincada de neuronios, os quais permitem troca de informações.
Nesta aula, o professor tambem trata das funções do hemisferio direito e esquerdo do cerebro, bem como da divisao deste em lobos: frontal, parietal, temporal, occipital.
A última década permitiu um grande salto e avanço das pesquisas cientificas sobre o funcionamento do cérebro, ago que foi significativo para saude, mas tambem de extrema relevancia para a educação, por permitir que juntamente com o conhecimento teorico adquirido, pudessemos repensar a prática.
Há muitos outros detalhes interessantes, principalmente no que tange ao estudo dos neuronios e das celulas gliais, que lhes dão sustentação. Certamente serão retomados em outras vídeo-aulas.
Segue dois videos, nao sequenciais, sobre o sistema nervoso. (nao consegui postar a parte 2, mas pode ser facilmente encontrado no youtube).
O professor Li Li Min faz uma apresentação do sistema nervoso,que se divide em sistema nervoso central e periferico, bem como trata das unidades básicas de funcionamento.
O sistema neroso central écomposto pelo cérebro, cerebelo e medula espinhal. O sistema nervoso periférico é composto por uma rede intrincada de neuronios, os quais permitem troca de informações.
Nesta aula, o professor tambem trata das funções do hemisferio direito e esquerdo do cerebro, bem como da divisao deste em lobos: frontal, parietal, temporal, occipital.
A última década permitiu um grande salto e avanço das pesquisas cientificas sobre o funcionamento do cérebro, ago que foi significativo para saude, mas tambem de extrema relevancia para a educação, por permitir que juntamente com o conhecimento teorico adquirido, pudessemos repensar a prática.
Há muitos outros detalhes interessantes, principalmente no que tange ao estudo dos neuronios e das celulas gliais, que lhes dão sustentação. Certamente serão retomados em outras vídeo-aulas.
Segue dois videos, nao sequenciais, sobre o sistema nervoso. (nao consegui postar a parte 2, mas pode ser facilmente encontrado no youtube).
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
FINALIZAÇÃO AULA 03
ANIMAÇÃO MEDICA
Descreveu o primeiro neuronio no sistema nervoso, no cerebelo.
Criou o estroboscopio, aparelho utilizado para estudar o neuronio (estudo microscopico dos tecidos) e descobriu as celulas de Purkinje do cerebelo.
REDE NEURAL
O video acima sintetiza bem o tema discutido. Foi utilizado numa área de biologia, num seminario, especificamente.
Reforça a anatomia neuronal
Estuda a anatomia microscopica
Reforçou a ideia de que neuronio é uma unidade separada e distinta de funcionamento do sistema nervoso.
Criou o aparelho que mede a velocidade da condução nervosa de um neuronio para o outro.
Conclui-se que não basta só a região do cérebro, mas toda a organização de cada regiao do sistema nervoso.
Saber como o sistema nervoso trabalha, necessita que se entenda tambem, além das regioes, como os neuronios se comportam e como interagem entre eles, como ocorre a transmissao eletrica de um para o outro.
Sistema nervoso é constituido de unidades distintas que se interagem e se complementam.
O QUE SE ENTENDE POR NEUROCIENCIA?
Um mosaico de regioes, cada regiao tem uma função especifica e uma organização.
Sistema complexo, interativo, em que nao há uma função mental pura, mas sim uma combinação de ações filosoficas e psicologicas para cada ato.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
VIDEO AULA TRES: CONCEITOS GERAIS DE NEUROCIENCIAS
A postagem anterior está apresentando problemas, não consigo reconfigurá-la. Peço desculpas pelos erros de ordem ortográfica, principalmente vindo de uma professora de Lingua Portuguesa! É que não imaginava que o blog apresentaria esses problemas.
Essa complementação serve para apresentar uma síntese dessa vídeo aula e, os vídeos relacionados ao tema, prometo postar assim que regularizar a situação de erro que está ocorrendo com o blogspot.
IMPULSOS NERVOSOS
Tecnicamente, essa aula abrange tres topicos:
a) O que é neurociencia
b) Historico das neurociencias
c) Funções neurais
Começando pela definição de neurociencia, é um conceito amplo e extremamente atual, que se refere ao sistema nervoso de maneira abrangente. Compreende cinco disciplinas:
1) Neurociencia molecular (importancia funcional das moleculas)
2) Neurociencia celular ( estrutura e função das celulas que compoem o sistema nervoso)
3) Neurociencia sistemica (compreende as regioes do sistema nervoso e adentrará a anatomia)
4) Neurociencia comportamental ( explica as capacidades mentais que produzem comportamentos como o sono, emoçoes, etc)
5) Neurociencia cognitiva (capacidades mentais mais complexas como linguagem, memoria e aprendizagem)
Importante salientar que os limites entre essas disciplinas nao sao nítidos, remetendo-nos a multidisciplinaridade, a qual compreende o sistema nervoso por multiplas abordagens.
HISTORICO DAS NEUROCIENCIAS
globalistas X localizacionistas
espiritualistas X materialistas
Os localizacionistas e os materialistas apresentam melhores definições de trabalho com as neurociencias.
Para os materialistas, todas as capacidades mentais se originam no sistema nervoso, os localizacionistas acreditam que diferentes órgaos do cérebro sao responsaveis por diferentes funções, comportamentos.
Já para os globalistas, o sistema nervoso "inteiro" é responsavel por questoes cerebrais, nao existe uma regiao especifica do cerebro responsavel por determinada função e, para os espiritualistas, algumas capacidades mentais, como a linguagem, memoria, têm lógica propria, não obedecem a logica do sistema nervoso.
Essa complementação serve para apresentar uma síntese dessa vídeo aula e, os vídeos relacionados ao tema, prometo postar assim que regularizar a situação de erro que está ocorrendo com o blogspot.
IMPULSOS NERVOSOS
Tecnicamente, essa aula abrange tres topicos:
a) O que é neurociencia
b) Historico das neurociencias
c) Funções neurais
Começando pela definição de neurociencia, é um conceito amplo e extremamente atual, que se refere ao sistema nervoso de maneira abrangente. Compreende cinco disciplinas:
1) Neurociencia molecular (importancia funcional das moleculas)
2) Neurociencia celular ( estrutura e função das celulas que compoem o sistema nervoso)
3) Neurociencia sistemica (compreende as regioes do sistema nervoso e adentrará a anatomia)
4) Neurociencia comportamental ( explica as capacidades mentais que produzem comportamentos como o sono, emoçoes, etc)
5) Neurociencia cognitiva (capacidades mentais mais complexas como linguagem, memoria e aprendizagem)
Importante salientar que os limites entre essas disciplinas nao sao nítidos, remetendo-nos a multidisciplinaridade, a qual compreende o sistema nervoso por multiplas abordagens.
HISTORICO DAS NEUROCIENCIAS
globalistas X localizacionistas
espiritualistas X materialistas
Os localizacionistas e os materialistas apresentam melhores definições de trabalho com as neurociencias.
Para os materialistas, todas as capacidades mentais se originam no sistema nervoso, os localizacionistas acreditam que diferentes órgaos do cérebro sao responsaveis por diferentes funções, comportamentos.
Já para os globalistas, o sistema nervoso "inteiro" é responsavel por questoes cerebrais, nao existe uma regiao especifica do cerebro responsavel por determinada função e, para os espiritualistas, algumas capacidades mentais, como a linguagem, memoria, têm lógica propria, não obedecem a logica do sistema nervoso.
HISTORICO DAS NEUROCIENCIAS
Frenologia
Dividiu o cérebro em 35 regiões imaginárias (linguagem, percepção de cor, esperança, autoestima)
Usar algumas/determinadas funções provoca/ocasiona o aument do cérebro e, consequentemente distorção do cranio (anatomica).
Analisando essa distorção, entende-se mais da personalidade do individuo.
Frenologia foi um grande marco na historia das neurociencias.
Pierre Flourens
Estudava animais, lesoes produziam deficits temporarios
Teoria do CAMPO AGREGADO, todas as vontades, percepçoes, sensações ocupam o mesmo espaço no cérebro, ou seja, uma função só.
Jackson
Retorno à concepção localizacionista
Estudou pessoas com lesoes cerebrais
Descobriu que no inicio das convulsoes, as pessoes tinham movimentos caracteristicos
Teoria: Organização Topografica do Cérebro, em que um mapa do corpo era representado numa área cortical especifica. Uma determinada regiao do cerebro era responsabel por determinado movimento.
REDE NEURAL
Linguagem
Pacientes com dificuldade de falar ou compreender a fala.
Após vários estudos, descobriram regioes especificas para a capacidade de falar e a capacidade de compreensao da fala.
DEFICIT FUNCIONAL
O desaparecimento de uma função cerebral produz um déficit funcional.
Essa região é a sede da função que estamos estudando.
A teoria nao considera a reorganização do cérebro.
O déficit funcional pode nao refletir somente a falta da regiao lesada, mas o resultado da reorganização funcional do sistema nervoso (objeto de estudo da neurociencia).
Estudaram determinadas partes do cérebro e perceberam movimentos caracteristicos
ANAISE NEUROANATOMICA com conhecimento das regioes do córtex cerebral, mas também a organização celular presentes nessa região.
(K.BROADMAN)
Não encontrei imagens do pesquisador
Produziu um mapa da regiao cortical do cérebro
Fez análise da organização celular do cortex em 52 regioes diferentes, cada regiao corresponde a uma função especifica.
Metodo de coloração prata - para a demonstração das estruturas das celulas nervosas
Método permitiu a visualização de um unico neuronio e a transmissão dos impulsos eletricos, que ocorrem dos dendritos para o axônio.
DOUTRINA NEURONAL
Descobriu que o sistema nervoso é composto por bilhoes de neuronios distintos e que existe comunicação entre eles atraves das sinapses.
Com a MICROSCOPIA, conseguiu perceber a membrana que envolve os neuronios e que facilita essa transmissao sináptica. Pôde visualizar as partes dos neuronios: corpo celular, dendritos e axonio.
continua.....
sábado, 18 de setembro de 2010
VIDEO AULA TRES: CONCEITOS GERAIS DE NEUROCIENCIAS
Pode parecer uma frase já "desagastada" pelo tempo, pelo senso comum, mas ainda é extremamente atual: Quanto mais estudo e aprendo, mais me dou conta da minha "ignorancia".
É fascinante adentrar ao "campo" da pesquisa da neurociencias e, mesmo ainda sendo uma "iniciante no assunto", perceber o leque de possibilidades que essa área pode oferecer para minimizar vários problemas de aprendizagem, alé de tambem promover "motivação", devido à possibilidade do autoconhecimento.
A video-aula tres traz todo um panorama historico do estudo das neurociencias, chegando à "doutrina neuronal", a Sigmund Freud, ao estudo a estrutura dos neuronios, da comunicação entre eles, da possibilidade de adaptação que o cérebro possui de, após ter uma dada região comprometida / afetada, permitir que uma outra área execute aquela tarefa.
Recentemente, assisti a um video-documentário no canal History Channel sobre o funcionamento do cérebro, de quase duas a tres horas de projeçao, e recordei-me de um caso em que, um homem com a memoria afetada por uma doença teve, ao longo dos anos, uma outra região de seu cérebro sendo adaptada para realizar aquela função, revelando certa plasticidade, deste órgão ainda em estudo. Ainda há muito a ser descoberto!!! E como essas descobertas podem vir a contribuir para áreas como a ciencia e a educação!!!
Redirecionando a discussão para o ambiente escolar, questiono-me agora a quantidade de alunos, que passaram por mim e que nao conseguiram atingir o objetivo esperado, por um motivo ou por outro.E quais seriam eles? Problemas de memorização? Alguma doença neurologica ainda não diagnosticada? Ou falta de motivação?
Felizmente, há muito tempo ainda para pesquisas e descobertas a serem feitas no transcorrer da minha carreira, e ter a chance e a certeza de que com os alunos de hoje consigo acertar muito mais, atingir os objetivos esperados, em parte, afinal faço parte de um grupo.
Apesar de tudo, não me culpo, pois estou sempre "em busca" e se, no proprio historico das "neurociencias" vemos a quantidade de vezes que uma teoria foi rebatida / refutada pela outra, me faz pensar que é um movimento natural da busca e da pesquisa: Reflexão, pesquisa, ação, erros e acertos, nova reflexao...
Finalizo com uma breve transcirção. que acredito deva ser importante aqui o registro.
ps.: aula ainda em construção
É fascinante adentrar ao "campo" da pesquisa da neurociencias e, mesmo ainda sendo uma "iniciante no assunto", perceber o leque de possibilidades que essa área pode oferecer para minimizar vários problemas de aprendizagem, alé de tambem promover "motivação", devido à possibilidade do autoconhecimento.
A video-aula tres traz todo um panorama historico do estudo das neurociencias, chegando à "doutrina neuronal", a Sigmund Freud, ao estudo a estrutura dos neuronios, da comunicação entre eles, da possibilidade de adaptação que o cérebro possui de, após ter uma dada região comprometida / afetada, permitir que uma outra área execute aquela tarefa.
Recentemente, assisti a um video-documentário no canal History Channel sobre o funcionamento do cérebro, de quase duas a tres horas de projeçao, e recordei-me de um caso em que, um homem com a memoria afetada por uma doença teve, ao longo dos anos, uma outra região de seu cérebro sendo adaptada para realizar aquela função, revelando certa plasticidade, deste órgão ainda em estudo. Ainda há muito a ser descoberto!!! E como essas descobertas podem vir a contribuir para áreas como a ciencia e a educação!!!
Redirecionando a discussão para o ambiente escolar, questiono-me agora a quantidade de alunos, que passaram por mim e que nao conseguiram atingir o objetivo esperado, por um motivo ou por outro.E quais seriam eles? Problemas de memorização? Alguma doença neurologica ainda não diagnosticada? Ou falta de motivação?
Felizmente, há muito tempo ainda para pesquisas e descobertas a serem feitas no transcorrer da minha carreira, e ter a chance e a certeza de que com os alunos de hoje consigo acertar muito mais, atingir os objetivos esperados, em parte, afinal faço parte de um grupo.
Apesar de tudo, não me culpo, pois estou sempre "em busca" e se, no proprio historico das "neurociencias" vemos a quantidade de vezes que uma teoria foi rebatida / refutada pela outra, me faz pensar que é um movimento natural da busca e da pesquisa: Reflexão, pesquisa, ação, erros e acertos, nova reflexao...
Finalizo com uma breve transcirção. que acredito deva ser importante aqui o registro.
ps.: aula ainda em construção
O nosso cérebro é doido !!!
De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.
Sohw de bloa.
“Você conseguiu ler tudo certo? Esse é nosso cérebro… O.o”
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
AULA 02 - OS CAMINHOS DA INTERDISCIPLINARIDADE
SUPERAÇÃO DA DISCIPLINARIZAÇÃO
Há alguns anos, os professores em exercicio na rede estadual já ouviam rumores sobre mudanças na rede, possíveis "agrupamentos" de disciplinas, mudanças de nomenclatura, o que deixou muitos profissionais preocupados. Na época, acreditava-se que um único professor seria responsável pelo "ensino dos conteúdos" desse determinado agrupamento, os quais hoje são conhecidos como, por exemplo, "ciências humanas e suas tecnologias", "ciências da natureza e suas tecnologias", "linguagens e codigos e suas tecnologias", "matemática e suas tecnologias". Especulava-se também que era uma medida econômica do governo. Os professores ficaram extremamente preocupados, com receio de perder suas aulas. Hoje, após ter um melhor entendimento a respeito da necessidade de superação da "disciplinarização", questiono-me se já não era um primeiro movimento rumo à necessidade de "ir além". E se a resposta for afirmativa, estávamos naquele momento sendo vítimas dessa "impossibilidade de enxergar o todo, visualizando somente a parte e supervalorizando-a.
A video-aula dois trata, principalmente, da superação da disciplinarização, já mencionada anteriormente, que ocorreu no meio científico por volta do século XVII, permanecendo ao longo dos séculos XVIII, XIX e XX. Importante compreender o que Edgar Morin chama de "pensamento simplificador". O autor faz um estudo sobre a historia da ciencia e busca compreender o que grandes cientistas fizeram para estruturar a modernidade, paradigma de forma da organização da ciencia e do pensamento, que configurou o pensamento dos séculos citados. Mas o que esses autores fizeram na criação desse paradigma?
De acordo com Morin, três principios fundamentam o pensamento simplificador e garante "essa modernidade":
Estabelecer uma nova conexão? Rejuntar a parte e o todo? O texto e o contexto? O global e o planetário?
A partir do século XX, movimentos tentam superar a disciplinarização, que a ciencia provocou no conhecimento. Esses movimentos de superaçao recebem nomes de: transdisciplinaridade, multidisciplinaridade, interdisciplinaridade, apresentando caracteristicas semelhantes, mas tambem algumas diferenças:
VIDEO TV UNIVESP - complemento De acordo com o professor Nilson José Machado da FE-USP, a interdisciplinaridade surgiu como um chamado para que as disciplinas não mudassem seus objetos, mas que houvesse relações mais fortes entre as disciplinas. A realidade não é disciplinar, a escola é.
A reação à fragmentação discipinar, no curriculo escolar, foi a busca à transversalidade, temas que atravessassem transversalmente as disciplinas. A questao sobre valores, por exemplo, nao cabem em nenhuma disciplina em especial, mas atravessam todas, como colaboração e solidariedade. Começamos a ler o texto na escola, mas viemos para aprender a ler o mundo. A escola deve fazer essa ponte entre o disciplinar e o transdisciplinar. Estudar a disciplina para um determinado fim, é para especialista, é um meio para o educando, então vamos "além" da disciplina.
Transversalidade é a parte de um movimento que surge em contraposição a um jeito de organizar o pensamento, o qual surgiu no século XVII. Mas como chegamos a essa fragmentação e especialização da ciência?
René Descartes (1596 - 1650) - Filósofo que escreveu o discurso do método, é apontado como um dos pioneiros a "inaugurar" essa maneira de pensar.
"Descartes é uma concepção da unidade do conhecimento" - Pablo Rubén Mariconda (FE-USP).
A unidade do saber, essa unidade Descartes encontrava no método. "Método Científico" vem de Descartes, sem o método não há como chegar à ciencia, que é um único método, racional, de fazer análise e depois a síntese, não com os diversos fenômenos naturais. No discurso do método, acaba realizando o método, as quatro regras do método cientifico. Um fenomeno complexo é dividido em várias partes, analisa-se a partir das partes mais simples e reconstitui-se o fenomeno a partir do simples para o mais complexo. São regras, mas bem representativas do mundo moderno.
De acordo com o filosofo e sociologo frances EDGAR MORIN, o paradigma de simplificação, que domina o ensino e, para conhecer, separamos e reduzimos o que é complexo em simples, pode ser considerada uma visão mutiladora do conhecimento. O problema entao passa a ser conseguir obedecer um paradigma que nos permita diferenciar e relacionar, ao mesmo tempo. É justamente o paradigma que domina o conhecimento na nossa civilização e sociedade, é um paradigma que impede o conhecimento complexo, o conhecimento da era planetária.
Essa postagem será reformulada e complementada ainda essa semana.
Acrescento também link para um trecho de uma palestra interessante, o qual apresenta de forma resumida alguns dos conceitos abordados na aula 02
http://www.youtube.com/watch?v=lUHaYLv2ySo&feature=related
Há alguns anos, os professores em exercicio na rede estadual já ouviam rumores sobre mudanças na rede, possíveis "agrupamentos" de disciplinas, mudanças de nomenclatura, o que deixou muitos profissionais preocupados. Na época, acreditava-se que um único professor seria responsável pelo "ensino dos conteúdos" desse determinado agrupamento, os quais hoje são conhecidos como, por exemplo, "ciências humanas e suas tecnologias", "ciências da natureza e suas tecnologias", "linguagens e codigos e suas tecnologias", "matemática e suas tecnologias". Especulava-se também que era uma medida econômica do governo. Os professores ficaram extremamente preocupados, com receio de perder suas aulas. Hoje, após ter um melhor entendimento a respeito da necessidade de superação da "disciplinarização", questiono-me se já não era um primeiro movimento rumo à necessidade de "ir além". E se a resposta for afirmativa, estávamos naquele momento sendo vítimas dessa "impossibilidade de enxergar o todo, visualizando somente a parte e supervalorizando-a.
A video-aula dois trata, principalmente, da superação da disciplinarização, já mencionada anteriormente, que ocorreu no meio científico por volta do século XVII, permanecendo ao longo dos séculos XVIII, XIX e XX. Importante compreender o que Edgar Morin chama de "pensamento simplificador". O autor faz um estudo sobre a historia da ciencia e busca compreender o que grandes cientistas fizeram para estruturar a modernidade, paradigma de forma da organização da ciencia e do pensamento, que configurou o pensamento dos séculos citados. Mas o que esses autores fizeram na criação desse paradigma?
De acordo com Morin, três principios fundamentam o pensamento simplificador e garante "essa modernidade":
- DISJUNÇÃO - Separação entre os diversos tipos de conhecimento. Criação das disciplinas. (Para estudar um método, uma das caracteristicas para tornar o estudo mais simples, facilitar e ser mais eficiente no estudo dessa realidade, dessa natureza é o que se chama de disjunção. Separa-se o todo para estudá-lo em pequenas partes)
- REDUÇÃO - Do complexo ao simples, analisa-se a parte como se fosse o todo. Como consequencia da separação do todo em partes, tira-se a complexidade e busca-se uma simplificação desse corpo, a partir dessa disjunção, trabalhando com a redução. Isso é um risco: - redução do complexo ao simples; - analisar a parte como se fosse o todo, essa é a tendencia do pensamento simplificador.
- ABSTRAÇÃO- Gerou a matematização e a formalização da ciência. (São formas de organização do pensamento e da ciência, facilita a compreensao da coisas, as tecnologias tornam virtual o que é real) .
"O paradigma da simplificação trouxe a vantagem da divisão do trabalho, da produção de novos conhecimentos e a elucidação de inúmeros fenômenos. Permitiu ao ser humano tentar dominar e controlar a natureza, e foram inequivocamente eficazes para o progresso cientifico e para a melhoria das condições de vida da população entre os séculos XVII e XX (Edgar Morin)"Entretanto, para romper com a oposição entre a natureza e a cultura, quais os rumos que a instiuição educacional terá de assumir, se nao quiser sucumbir na inercia da fragmentação e excessiva disciplinarização, caracteristicas dessas ultimas décadas?
Estabelecer uma nova conexão? Rejuntar a parte e o todo? O texto e o contexto? O global e o planetário?
A partir do século XX, movimentos tentam superar a disciplinarização, que a ciencia provocou no conhecimento. Esses movimentos de superaçao recebem nomes de: transdisciplinaridade, multidisciplinaridade, interdisciplinaridade, apresentando caracteristicas semelhantes, mas tambem algumas diferenças:
- TRANSDISCIPLINARIDADE - "Ir além". Refere-se a temáticas que ultrapassam a propria articulação entre as disciplinas, extrapola qualquer disciplina em si, como se fosse uma nova disciplina;
- MULTIDISCIPLINARIDADE - Ocorre quando a análise de um determinado fenômeno solicita o aporte de outras disciplinas para ser explicado, para explicá-lo. No entanto, essas disciplinas nao dialogam entre si. Cada professor faz sua parte, não existe diálogo entre as partes, entretanto já é considerado um avanço ante à disciplinarização.
- INTERDISCIPLINARIDADE - É um fenômeno comum a duas ou mais disciplinas de campos de conhecimento, mas em seu estudo, os participantes estabelecem diálogo entre si, os profissionais trocam idéias.
![]() |
| - Contextualização histórica: menciona alguma descoberta científica e a relaciona a algum fato histórico marcante, ou apresenta situações que reflitam relações entre ciência e sociedade |
VIDEO TV UNIVESP - complemento De acordo com o professor Nilson José Machado da FE-USP, a interdisciplinaridade surgiu como um chamado para que as disciplinas não mudassem seus objetos, mas que houvesse relações mais fortes entre as disciplinas. A realidade não é disciplinar, a escola é.
A reação à fragmentação discipinar, no curriculo escolar, foi a busca à transversalidade, temas que atravessassem transversalmente as disciplinas. A questao sobre valores, por exemplo, nao cabem em nenhuma disciplina em especial, mas atravessam todas, como colaboração e solidariedade. Começamos a ler o texto na escola, mas viemos para aprender a ler o mundo. A escola deve fazer essa ponte entre o disciplinar e o transdisciplinar. Estudar a disciplina para um determinado fim, é para especialista, é um meio para o educando, então vamos "além" da disciplina.
Transversalidade é a parte de um movimento que surge em contraposição a um jeito de organizar o pensamento, o qual surgiu no século XVII. Mas como chegamos a essa fragmentação e especialização da ciência?
René Descartes (1596 - 1650) - Filósofo que escreveu o discurso do método, é apontado como um dos pioneiros a "inaugurar" essa maneira de pensar.
"Descartes é uma concepção da unidade do conhecimento" - Pablo Rubén Mariconda (FE-USP).
A unidade do saber, essa unidade Descartes encontrava no método. "Método Científico" vem de Descartes, sem o método não há como chegar à ciencia, que é um único método, racional, de fazer análise e depois a síntese, não com os diversos fenômenos naturais. No discurso do método, acaba realizando o método, as quatro regras do método cientifico. Um fenomeno complexo é dividido em várias partes, analisa-se a partir das partes mais simples e reconstitui-se o fenomeno a partir do simples para o mais complexo. São regras, mas bem representativas do mundo moderno.
De acordo com o filosofo e sociologo frances EDGAR MORIN, o paradigma de simplificação, que domina o ensino e, para conhecer, separamos e reduzimos o que é complexo em simples, pode ser considerada uma visão mutiladora do conhecimento. O problema entao passa a ser conseguir obedecer um paradigma que nos permita diferenciar e relacionar, ao mesmo tempo. É justamente o paradigma que domina o conhecimento na nossa civilização e sociedade, é um paradigma que impede o conhecimento complexo, o conhecimento da era planetária.
Essa postagem será reformulada e complementada ainda essa semana.
Acrescento também link para um trecho de uma palestra interessante, o qual apresenta de forma resumida alguns dos conceitos abordados na aula 02
http://www.youtube.com/watch?v=lUHaYLv2ySo&feature=related
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